O Futebol Lendário de Fio Maravilha



João Batista de Sales, o Fio Maravilha (Conselheiro Pena, 19 de janeiro de 1945) é um ex-jogador do Flamengo. 

Em 1972, na conquista do Torneio Internacional de Verão, que o mito envolvendo o nome de Fio nasceu. Aconteceu na segunda etapa da partida contra o Benfica, quando o placar ainda apontava um entediante 0x0. O jogo estava difícil e a torcida em coro começou a pedir pela entrada de Fio. Zagallo, o técnico na época, atendeu ao pedido da massa e colocou o jogador em campo. Aos 33 minutos, Fio se transformou no lendário “Fio Maravilha”, ao fazer um golaço. Tabelou, driblou dois zagueiros, deu um toque, driblou o goleiro. Só não entrou com bola e tudo porque teve humildade, e gol…

Jorge Ben Jor, que estava no Maracanã naquela partida, ficou inspirado e fez a música homenageando seu ídolo, que acrescentou o “Maravilha” no apelido de Fio.

No Brasil, Fio ainda defendeu, o Paysandu, o CEUB de Brasília, a Desportiva Ferroviária do Espírito Santo e o São Cristóvão. Nos Estados Unidos, o atacante jogou por New York Eagles, Monte Belo Panthers e San Francisco Mercury.

Em pé: Murilo, Ditão, Jaime, Marco Aurélio, Carlinhos e León. Agachados: Pedrinho, Fio Maravilha, Américo, Ademar Pantera e Rodrigues.

Levado por seu irmão Germano (ex-ponta-esquerda do Flamengo, Milan e Palmeiras) ao Flamengo, João Batista começou a carreira no clube da Gávea, aos 15 anos. O jogador não era um craque, tinha um futebol "folclórico" e "desengonçado", mas era muito querido pela torcida flamenguista.


Era conhecido por driblar zagueiros e logo depois, perder gols "feitos". Ganhou o apelido de "Fio Maravilha", após marcar o gol da vitória (1 a 0) de uma partida da equipe carioca contra o Benfica, de Portugal. 

No início dos anos 80, Fio mudou-se para os Estados Unidos, onde foi atuar no New York Eagles. Defendeu a equipe durante meia temporada (quatro meses) e depois recebeu um convite para defender um time semi profissional de Los Angeles, o Monte Belo Panthers. Foi naquela época que Fio conheceu San Francisco. 

Gostou tanto da cidade que resolveu ficar por lá, mesmo que tivesse que abandonar a carreira. Foi o que fez, tornando-se entregador de pizzas. Logo se tornou técnico e treinador de equipes de futebol infanto-juvenis.

Pelo Flamengo, João Batista marcou 44 gols em 167 partidas. Teve breve passagem pelo tradicional São Cristóvão, onde, em 1975, participou do jogo em que o São Cristóvão derrotou o Flamengo em pleno Maracanã. No ano de 1972, levado pelo técnico Walter Miraglia, teve ainda uma rápida passagem pelo Avaí. 

Flamengo 1971 Em pé: Chiquinho, Rodrigues Neto, Reyes, Onça, Paulo Henrique e Ubirajara Alcântara; Agachados: Fio Maravilha, Zé Eduardo, Samarone, Cabralzinho e Zico.

Flamengo 71 Em pé: Chiquinho, Rodrigues Neto, Reyes, Onça, Paulo Henrique e Ubirajara Alcântara;  Agachados: Fio Maravilha, Zé Eduardo, Samarone, Cabralzinho e Zico.:

No ano de 1973 disputou o campeonato brasileiro pela Desportiva Ferroviária, este o primeiro brasileiro disputado por um clube capixaba, mas uma coisa que poucos sabem foi que Fio não era o jogador que os diretores da Desportiva queriam. 

Ney Ventura vice presidente da Desportiva foi até o Rio de Janeiro em busca de uma contratação de impacto para chamar o público aos jogos da equipe capixaba, André Richer então presidente do Flamengo tinha um bom relacionamento com Ney, o que facilitou a conversa, os dois observavam os atletas da base do Flamengo quando Ney apontou para um atleta franzino que o interessou, Zagallo então técnico rubro negro vetou na hora, e ofereceu Fio Maravilha em seu lugar, o jogador que Zagallo não deixou a Desportiva levar era Arthur Antunes Coimbra, o Zico.

Em 2007, disse numa entrevista em rede nacional que seu processo contra Jorge Ben Jor fora um mal entendido e autorizava o cantor a voltar a cantar a música da forma original, utilizando seu apelido.

A música Fio Maravilha


em 1972, na conquista do Torneio Internacional de Verão, que o mito envolvendo o nome de Fio nasceu. Aconteceu na segunda etapa da partida contra o Benfica, quando o placar ainda apontava um entediante 0x0.

O jogo estava difícil e a torcida em coro começou a pedir pela entrada de Fio. Zagallo, o técnico na época, atendeu ao pedido da massa e colocou o jogador em campo.


O "gol da música" contra o Benfica. Crédito: apaixonafutebol.blogspot.com.
O “gol da música” contra o Benfica. Crédito: apaixonafutebol.blogspot.com.
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Aos 33 minutos, Fio se transformou no lendário “Fio Maravilha”, ao fazer um golaço. Tabelou, driblou dois zagueiros, deu um toque, driblou o goleiro. Só não entrou com bola e tudo porque teve humildade, e gol…

Jorge Ben Jor, que estava no Maracanã naquela partida, ficou inspirado e fez a música homenageando seu ídolo, que acrescentou o “Maravilha” no apelido de Fio.
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