Assaltos que entraram para história do Brasil


Só perdeu para o trem pegador

Em uma ação que lembra muito o filme Matadores de Velhinhas, dos irmãos Cohen, ou Trapaceiros, do Woody Allen, uma quadrilha levou quase R$ 165 milhões em cédulas de R$ 50 da caixa-forte da agência do Banco Central de Fortaleza (CE). O roubo, considerado o maior da história do País, contou com a participação de 23 pessoas, em agosto de 2005.
Para não deixar suspeitas, a quadrilha alugou uma casa próxima ao prédio do banco e montou uma empresa de fachada. Do imóvel, foi cavado um túnel de 80,5 m, através do qual o grupo chegou ao cofre. Em valores, o roubo ao Banco Central só perde para o assalto do trem pagador.

Dois banco, um assalto

A pequena cidade gaúcha de Triunfo, a 75 km de Porto Alegre (RS), foi palco de uma cena nada usual no mundo do crime em 5 de junho de 2008. Se driblar a segurança de um banco já é uma atitude ousada, uma quadrilha foi além naquele dia: assaltou duas agências, na mesma avenida, distantes apenas 50 m uma da outra.
Durante a ação, quatro pessoas foram feitas reféns, mas libertadas em seguida. Os assaltantes dos dois bancos conseguiram fugir.

deixam o MASP pela porta da frente

As obras O Lavrador de Café , de Portinari, e O Retrato de Suzanne Bloch, de Picasso, avaliadas juntas em US$ 100 milhões, foram roubadas do Museu de Arte de São Paulo (Masp), em dezembro de 2008. Integrantes do acervo permanente do museu, os dois quadros estavam no mesmo andar, mas distantes uma da outra. Os ladrões arrombaram o portão principal do museu usando um macaco hidráulico e saíram com as obras pela porta da frente. O roubo levou 3 minutos e foi gravado pelo circuito interno de TV.
Pouco mais de duas semanas depois, as obras foram encontradas em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Dois suspeitos foram presos. Eles teriam sido contratados por R$ 5 milhões para roubar as peças.

Fuzis, metralhadoras e explosivo na Anhanguera

Em novembro de 2009, oito homens armados com fuzis e metralhadoras interromperam o tráfego na rodovia Anhanguera, em Araras (SP), por onde passavam dois carros-fortes. Com a ajuda de um explosivo, o grupo arrombou um dos veículos e roubou cerca de R$ 5 milhões do cofre.O assalto aconteceu em pouco mais de 20 minutos. Houve troca de tiros entre os seguranças e o bando. Atingido por uma bala perdida, um corretor de seguros que dirigia pela estrada morreu.

Roubou a Tiffany e fugiu de ônibus

A filial da famosa joalheria Tiffany foi assaltada no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, em maio de 2009. Dias depois, a polícia prendeu um suspeito, que disse ter tomado um ônibus e duas linhas de metrô na fuga. Tudo isso com armamento pesado escondido em uma mochila. Não foram informados os valores das peças roubadas.
A Tiffany & Co. foi fundada em 1837, em Nova York, nos Estados Unidos. A filial assaltada na capital paulista fica em um dos shoppings mais luxuosos da cidade, com lojas de grifes voltadas para jardins e áreas abertas

Marcola e os 40 ladrões

Em setembro de 2007, cerca de 40 homens usaram dinamite para explodir o portão da empresa de transporte de valores Protege, em São Paulo. O bando rendeu e amarrou os funcionários que estavam no local e, em duas horas, roubou malotes com R$ 15 milhões.
Na fuga, porém, os assaltantes deixaram R$ 5 milhões em um veículo em frente à empresa. Segundo a polícia, Marcos William Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), precisou intervir na divisão do dinheiro roubado, já que o bando era formado por duas quadrilhas de partes diferentes da cidade.
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